terça-feira, 19 de junho de 2012

Um “Eu te amo” qualquer.

Era verdade quando eu disse que o amava. Fora um “eu te amo” dito no meio de uma briga. Ela era daquelas proposições balbuceadas com tranquilidade, aquelas nas quais se diz depois de um longo suspiro. E após dizê-lo, fica-se com as mãos trêmulas. 

É... Fora o primeiro "eu te amo". E o último também. 

Depois da reiterada discussão, eu me encontrara perdida por entre as letras. Eram tantas as palavras, e nenhuma das combinações que eu conseguira fazer com elas me amparou. Não havia outra forma de me sai daquele caso e acabei por dizer, “eu te amo”. Usara tais palavras como uma espécie de ultima ratio¹. E mesmo que elas significassem tanto, havia muito mais por trás da interpretação literal daquele verso. 

Ele não acreditou, ou fingiu não acreditar..

Fora um “eu te amo” daqueles mais tristes. Sem resposta, sem reciprocidade. No momento seguinte ao mencionado ato, me arrependi. Talvez eu tenha escolhido a pior ocasião para dizê-lo, e gastei aquelas belas palavras. Fora triste... e ainda é. 

O pior é que apesar de ele não ter acreditado, eu lhe disse a verdade. E mesmo depois de tanto tempo, os dias só me provam o quanto havia de sinceridade naquelas palavras. E não há um só amanhecer que eu não pense na resposta que não recebi.


¹Ultima ratio - Razão final, último argumento, último recurso.