Te corri
Com os olhos,
Em ato único.
Depois do fitar
Colaram-se lábios...
Calaram-se lábios.
Fora difícil soltar.
Encostada na parede
Ouvi seu coração bater.
Ironia,
Logo você que não tinha coração.
Satisfeita fiquei.
Não é todo dia
Que alguém te faz bater
O órgão bombeador.
Te dilatei as pupilas.
Deixei a minha marca.
Não esquecerás mais o meu gosto.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Homenagem Póstuma
Tuas marcas ficaram
Em cimento fresco
De piso de muro.
Antigas cicatrizes da tua passagem...
Cimento até já secou.
Pequenas molduras.
Tuas "mãos" e teus "pés"
Em pequena caminhada
Marcaram o sentir de minha casa.
Se fez ausente
E tudo o que restou
Foram essas poucas marcas inapagáveis.
Algumas no cimento,
Outras no coração.
Em cimento fresco
De piso de muro.
Antigas cicatrizes da tua passagem...
Cimento até já secou.
Pequenas molduras.
Tuas "mãos" e teus "pés"
Em pequena caminhada
Marcaram o sentir de minha casa.
Se fez ausente
E tudo o que restou
Foram essas poucas marcas inapagáveis.
Algumas no cimento,
Outras no coração.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Suposições
Era medo o que me preenchia
Medo de te encontrar
Enfim, fitar seus olhos de perto
Ou até tocar-te, talvez
Meus sonhos não estariam acostumados
A ter-te assim, tão fisicamente
E meus olhos estranhariam
Seria mesmo quem eu “via” antes?
Ou seria, então, diferente?
Será que me acostumaria a ti, enfim contigo
Naquele momento, palpável e real, como nunca foi?
Minhas mãos não estariam acostumadas
A tocar-te assim, tão materialmente
E a minha boca estranharia
Sentiria, por fim, o gosto do teu beijo
O peso dos teus lábios
Seriam macios e beijáveis como tanto imaginei?
De suposições, vive o meu peito
Bate o coração, sozinho, que espera por ti
Pois nas suposições de agora,
Vejo as promessas de um futuro.
Medo de te encontrar
Enfim, fitar seus olhos de perto
Ou até tocar-te, talvez
Meus sonhos não estariam acostumados
A ter-te assim, tão fisicamente
E meus olhos estranhariam
Seria mesmo quem eu “via” antes?
Ou seria, então, diferente?
Será que me acostumaria a ti, enfim contigo
Naquele momento, palpável e real, como nunca foi?
Minhas mãos não estariam acostumadas
A tocar-te assim, tão materialmente
E a minha boca estranharia
Sentiria, por fim, o gosto do teu beijo
O peso dos teus lábios
Seriam macios e beijáveis como tanto imaginei?
De suposições, vive o meu peito
Bate o coração, sozinho, que espera por ti
Pois nas suposições de agora,
Vejo as promessas de um futuro.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A Indecisa Onda.
Você? Era onda do mar
No sol escaldante, longe permanecia
Quando de noite, se aproximava
Mas nem assim te sentia
Eu? Era fim da orla
Costa distante
Que de noite esperava os teus sutis sinais
Sozinha, sem ninguém mais
Era amor a distância, unilateral e solitário
Que os raios da manhã traziam
E junto deles, a distância entre a costa e as ondas
Era espaço de tempo repelido
Que traziam ânsia e temor,
Entre o dia e a noite
Não era sempre que a maré subia
Mesmo quando mandava
Sutis sinais de amor,
Não era seguro acreditar
Pois, quando a noite acabava
E o galo cantava,
Já não era mais aquilo que dizia
Que confusão a da onda do mar
Não se decidia!
E a pobre costa distante, cansada de esperar
Decidiu desistir da resposta,
Para então se recuperar.
No sol escaldante, longe permanecia
Quando de noite, se aproximava
Mas nem assim te sentia
Eu? Era fim da orla
Costa distante
Que de noite esperava os teus sutis sinais
Sozinha, sem ninguém mais
Era amor a distância, unilateral e solitário
Que os raios da manhã traziam
E junto deles, a distância entre a costa e as ondas
Era espaço de tempo repelido
Que traziam ânsia e temor,
Entre o dia e a noite
Não era sempre que a maré subia
Mesmo quando mandava
Sutis sinais de amor,
Não era seguro acreditar
Pois, quando a noite acabava
E o galo cantava,
Já não era mais aquilo que dizia
Que confusão a da onda do mar
Não se decidia!
E a pobre costa distante, cansada de esperar
Decidiu desistir da resposta,
Para então se recuperar.
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