quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pobre poetisa! Eterna escrava da tristeza. O grande combustível de seus textos. E eu pergunto: Como podes aprecia-la poetisa? Como podes gostar da névoa que encobre a ti? Sigo aqui, assim mesmo, sem que ela me responda. Sem entende-la. Pobre poetisa! Brinca com as palavras, diz desabafar em suas linhas, aglutina as rimas e faz escorrer as lágrimas no rosto de quem vos escreve.
Veio tudo de uma vez. Tudo. Tudo para me desmanchar. Tudo o que eu não agüentaria nesse momento. O que posso dizer? O que posso fazer quando as minhas forças simplesmente se esvaem? E até o pouco de felicidade que eu tinha, se esfarelou, como a mais seca poeira. Sinto-a aqui. Passando por entre os meus dedos. Tento segura-la. Mas infelizmente sinto que já não a tenho, e não adianta o quanto eu pressione a mão para impedir que ela caia, no segundo seguinte percebo que já a deixei passar. Simples assim.
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