quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tweets.


Tenho um medo e uma vontade, uma cabeça e um coração. Penso assim como pode ser bom. Vem cá meu bem, dispa-se do receio, assim como o fiz. Deixe que o sentimento supere a razão, perca a consciência, chega de lutar contra o inelutável. (1)

Temo pela volta da minha triste sina. O retorno do meu doloroso karma. A minha eterna tristeza em existir. Vejo-o chegando, pressinto a sua volta. Sinto assim a constante dor, és a velha roda da vida. Pareces até rondar eternamente a tristeza. (2)

Quisera eu controlar o que sinto. Tenho aqui guardado os mais diversos pensamentos. Estes, confesso eu, em alguns momentos chegam a me assustar. Medo do pensar, e como não fazê-lo? Como cessar a grande dádiva exclusiva do ser humano? Já dizia Descartes, "Penso, logo existo." Se o ato de pensar age em concomitância com o de existir, sinto dizer, as vezes queria simplesmente não faze-lo. (3)


Talvez tenham dito lá pelos becos escuros, nos bares esquisitos e nas ruas sujas, que as coisas mudaram. De fato mudaram. Mas como dizer isto abertamente? Como despir este escuro véu que encobre a verdade? Como dize-lo, meu bem? Como? Ensina-me. (4)



@brunanegreiros

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