domingo, 28 de outubro de 2012
Fascínio lunático
Oh lua, como és bela!
És tão serena que pareces até não conhecer os poderes que possui.
Hipnotizas e entorpeces com a tua beleza.
Oh lua, como podes iluminar uma vida inteira?
Estais tão perto e tão longe!
Admiro sem tocar-te.
Amor quase platônico este,
Tão belo, puro e despido de maldade.
E as vezes, no ápice da vontade
A consciência e a razão chegam lembrando-me o certo e o errado perante outrem.
Perco a consciência.
Alieno-me diante da tua áurea.
Os menos poéticos, certamente, hão de indagar
-Como podes se apaixonar pela lua?
E eu vos direi
-Olhe-a atentamente... Penetre no seu "olhar" e entre na sua alma.
No minuto seguinte, questionarão
-Como eu poderia não me apaixonar pela lua?
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